Enfim, cá estou eu novamente para falar sobre nada. Todo mundo sabe que esse blog não tem assunto definido, como qualquer outro blog, mas aqui o assunto é mais indefinido ainda, já que eu não falo sobre mim ou sobre alguma coisa concreta. Mas vamos lá para mais outro post.
Ontem, como quase todos os dias, meu tio, irmão do meu pai, que trabalha no escritório, veio aqui em casa para deixar as compras que ele tinha feito. Só que ele acabou vindo duas vezes porque, além das compras, ele foi comprar mais algumas coisas que eu não sei o que foram. Na primeira vez que ele veio, ele viu um cara com alguma coisa escondida debaixo da camiseta. Meu tio achou que ia ser assaltado na hora, então rápido pra dentro de casa e deixou pra lá. Quando estava entrando, meu tio viu o mesmo cara esconder a tal coisa atras do arbusto na frente da casa do meu vizinho.
Algum tempo depois, meu tio saiu e voltou mais tarde aqui para casa e resolveu ver o que o sujeito tinha escondido atrás do arbusto. A tal coisa era uma bolsa de mulher. Meu tio pegou e deixou com a moça que trabalha aqui em casa e explicou o ocorrido. Essa moça que trabalha aqui em casa deixou essa bolsa e foi embora. Hoje, na hora do almoço, ela contou a história do mesmo jeito que meu tio tinha contado para ela. Ela disse que deu uma mexida na bolsa para procurar algum documento da dona e achou uma habilitação, uma carteira da Unimed e uma carteirinha da faculdade. O resto era só papel inútil. Ela ligou para a faculdade para saber da menina, mas o pessoal falou que ela não tinha ido à aula no dia anterior e não quis falar nenhum dado para que nós entrássemos em contato com a moça.
Enfim, hoje, eu peguei a referida habilitação e resolvi procurar a menina no melhor lugar para se achar pessoas brasileiras: Orkut. Para minha surpresa, não foi difícil achar a menina. Deixei um recado para ela e vi que ela tinha uma pessoa conhecida em comum comigo. Agora, são 1h30 da noite de sexta para sábado e não houve resposta para o recado que eu deixei. Eu ia falar com a menina que nós conhecemos em comum, mas acabei ficando sem falar com ela hoje. Quem sabe, na segunda, eu falo, se eu lembrar.
Eu não vou deixar o nome da menina aqui por respeito a ela. Vai saber se aconteceu alguma coisa ruim com ela. Ou se ela quer manter sua privacidade. De qualquer forma, ainda vou procurar saber quem é a pessoa. Parece aqueles filmes de detetive particular, só que pode ser mais pesado e mais sério, com censura maior. Pode ter acontecido alguma coisa ruim, ou alguma coisa muito ruim. Seja o que tenha acontecido, eu vou querer saber. Nem que seja para manter essa informação só para mim.
sexta-feira, agosto 18, 2006
10:19 PM - Eu não sei qual é o título
domingo, agosto 06, 2006
9:59 PM - Sintomas de antisocialidade (Rodrigo Ghedin)
O sintoma inicial é um só: indisposição para ir a lugares com muita gente, o que invariavelmente faz da pessoa uma caseira convicta.
Com o tempo, essa indisposição meio que caleja, passa a ser algo normal, inerente à pessoa. Passando para este estágio, traz inúmeros efeitos colaterais. A dificuldade na socialização é o principal deles; é estranho dizer isso, mas a pessoa parece perder o jeito de se relacionar.
Não é como andar de bicicleta, é mais, bem mais complexo que isso. E esse bloqueio vale para todos os graus do relacionamento inter-humano, desde cumprimentos cordiais a desconhecidos, até o mais sublime dos sentimentos, o amor.
Na seqüência, vem uma preguiça besta, acompanhada de mudanças de humor. Ora feliz, ora melancólico, o termômetro do estado de espírito fica louco, oscilando constantemente. Parece-me que quanto maior o isolamento do cidadão, mais o ponteiro tende à tristeza, enfim.
Há uma coisa boa nisso tudo: uma dedicação exagerada à determinada coisa, que a partir de então, é feita com extremo esmero e excelência. Às vezes nem tanto assim, mas a intenção de quem sofre de anti-socialidade é sempre a melhor possível.
Antes que faça julgamentos equivocados, o antisocial, em regra, não é chato, nem maluco, muito menos bobo. Esses rótulos nada têm a ver com o fato da anti-socialidade, são coisas paralelas. Da mesma maneira que há os extrovertidos inconvenientes e os legais, existem antisociais chatos e bacanas.
Acho que antisocial se dá bem com antisocial. Ou pelo menos com pessoas que tenham resquícios de anti-socialidade em sua personalidade.
Com o tempo, essa indisposição meio que caleja, passa a ser algo normal, inerente à pessoa. Passando para este estágio, traz inúmeros efeitos colaterais. A dificuldade na socialização é o principal deles; é estranho dizer isso, mas a pessoa parece perder o jeito de se relacionar.
Não é como andar de bicicleta, é mais, bem mais complexo que isso. E esse bloqueio vale para todos os graus do relacionamento inter-humano, desde cumprimentos cordiais a desconhecidos, até o mais sublime dos sentimentos, o amor.
Na seqüência, vem uma preguiça besta, acompanhada de mudanças de humor. Ora feliz, ora melancólico, o termômetro do estado de espírito fica louco, oscilando constantemente. Parece-me que quanto maior o isolamento do cidadão, mais o ponteiro tende à tristeza, enfim.
Há uma coisa boa nisso tudo: uma dedicação exagerada à determinada coisa, que a partir de então, é feita com extremo esmero e excelência. Às vezes nem tanto assim, mas a intenção de quem sofre de anti-socialidade é sempre a melhor possível.
Antes que faça julgamentos equivocados, o antisocial, em regra, não é chato, nem maluco, muito menos bobo. Esses rótulos nada têm a ver com o fato da anti-socialidade, são coisas paralelas. Da mesma maneira que há os extrovertidos inconvenientes e os legais, existem antisociais chatos e bacanas.
Acho que antisocial se dá bem com antisocial. Ou pelo menos com pessoas que tenham resquícios de anti-socialidade em sua personalidade.
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