terça-feira, março 31, 2009
8:20 PM - Impressões

Pois então. Caros amigos da Rede Blogo, estamos de volta nesse blog esquisito para trazer-lhes mais um pouco de pensamentos aleatórios que ocorrem durante o dia, porque a noite geralmente não dá tempo. Não que o dia seja vazio e calmo, mas dá tempo de pensar naqueles momentos entre uma coisa e outra pra fazer. Enfim, acidentes acontecem.
Não que tenha acontecido um acidente também, mas é que foi uma maneira de passar o assunto para frente.
Já diria o velho profeta ou filósofo ou seja lá o que for e quem seja: "a vida é uma sucessão de pequenos acontecimentos". De fato, os dias de hoje se concentram cada vez mais em acontecimentos pequenos. Um exemplo disso é que todo mundo (quase todo mundo) tem celular e pode ser encontrado em qualquer lugar. Outro exemplo disso são os sites da moda: YouTube e Twitter. Qualquer um pode gravar um vídeo no celular e botar no YouTube para todo mundo ver. Ainda no celular, é só mandar um SMS para um determinado número que a mensagem que você mandou vai aparecer no Twitter e todo mundo vai ler. Pode ser a mensagem mais insignificante do mundo, como "Acabei de pisar numa barata e ela fez um barulho muito estranho".
Por todas essas mudanças que andam acontecendo, até mesmo que não mexe com isso (= quem não publica nada nesses sites) é afetado pela sua existência. Mas não é bem sobre isso que eu queria falar. Quer dizer, eu queria falar sobre eventos pequenos, mas não exatamente sobre eventos pequenos na Internet. Cada vez mais eu ando prestando atenção em detalhes pequenos, como a vaca que me fechou no trânsito ontem ou sobre alguma coisa que tenha mudado na atitude alguém que me fez perceber que tinha alguma coisa de errado com essa pessoa. Não que tenha alguma coisa de errado com alguém que eu conheço, isso foi só um exemplo.
O que eu queria mesmo falar é sobre a sensação que eu tive hoje. Durante o dia todo, até o começo da noite, eu tive a impressão de que o mundo estava clean demais. E isso não é uma sensação boa. Um pouco de sujeira ou bagunça faz bem de vez em quando. Afinal, ninguém fica saudável sem antes ficar doente. É como a relação entre claro-escuro. Não é que todo mundo tenha que ficar doente também e passando, mas...bom, vocês entenderam o que eu quero dizer.
Essa sensação de cleanliness no mundo é muito esquisita. Eu passei o dia inteiro praticamente procurando uma música com uma guitarra ou baixo distorcidos o bastante pra tirar essa sensação e não achei. Aí, então, resolvi apelar: comecei a perguntar pra algumas pessoas quais são os álbuns mais legais que essas pessoas já ouviram na vida. Perguntei pra 2 pessoas só até agora, e é bem provável que acabe nisso mesmo hoje. Amanhão não devo perguntar, mas veremos.
A Talita, que mora aqui em Campo Grande e eu conheço só pelo MSN, uma das meninas mais legais e inteligentes que eu já conheci, me sugeriu a trilha sonora de Juno, aquele filme da menina que engravida do amigo e dá a criança para adoção, que ganhou Oscar e tudo mais. É o que eu estou ouvindo no momento. E é bem interessante. Muito boa essa trilha sonora mesmo.
A Bruna, que mora em Guarulhos, não assistiu as Olimpíadas de Barcelona porque não tinha nascido ainda, meio doida da cabeça, me sugeriu ouvir Buzzcocks (não sugeriu um álbum deles), o que era esperado pelo que eu converso com ela; Miles Davis, que me surpreendeu um pouco, mas não muito, com o álbum A Love Supreme, que não é muito velho; e Coltrane, cujo primeiro nome não lembro agora, que também me surpreendeu. Como ela só mencionou um álbum, o do Miles Davis, é esse que eu estou baixando agora. Acho que vai ser bom também.
A sensação de cleanliness que eu senti durante o dia está voltando agora. Eu ia perguntar sobre álbuns para mais umas 3 pessoas, mas, quando estavam conectadas, eu não tinha pensado nisso ainda. Fica para a próxima. Vou perguntar também pros leitores deste digníssimo blog também, mas vou perguntar pelo MSN mesmo para depois postar quais foram os escolhidos.
Fora isso, a única coisa que eu pensei para passar essa sensação de cleanliness do mundo foi andar descalço na terra ou fazer castelinhos de barro no quintal, mas acabou que eu não fiz nada disso. Foi por isso que eu botei essa imagem, feita pelo grande Dave McKean.
domingo, março 29, 2009
8:08 PM - Formigas nuas!
O título desse blog não tem nada a ver com o que eu quero falar. Mas eu acho que, se um dia eu chegar a formar uma banda, esse será o nome da banda.Enfim, estou aqui para falar sobre crenças. Não exatamente religiosas, mas mais para superticiosas. Acho que, pelo simples fato de não haver uma organização ou reunião para pessoas que possuem o mesmo ponto de vista sobre determinado fato (ou fatos), as supertições não são consideradas religião. E, se algum dia, alguém resolver reunir um grupo de pessoas que acreditam que viram as fumaças do choque dos aviões contra o World Trade Center em 11 de setembro de 2001 formarem um rosto, por exemplo, sem mais além disso, não vai ser criada outra religião.
Uma fonte de material sobre isso que é bastante interessante é um documentário chamado Zeitgeist. Esse documentário faz um paralelo sobre várias religiões e seus pontos similares. Não vou dizer que é pura bobagem ou completamente aceitável porque, para falar a verdade, eu não assisti o vídeo inteiro (tem 2 horas de duração), mas, ainda assim, pretendo assistir um dia desses.
Eu, pessoalmente, não sou religioso. Acredito que possa haver uma força maior do que tudo no Universo, mas não creio que seja exatamente como Deus dos católicos (sou católico de criação) nem que seja uma divindade com partes do corpo igual à de um animal como no Egito antigo. E, se ainda há alguém que não saiba, discutir religião é uma coisa da qual eu gosto muito. Respeito qualquer crença que outras pessoas têm, mas ainda assim eu provoco pra saber quais são as reações.
Pela minha última viagem a São Paulo, se as coisas continuarem assim, é bem capaz que eu tenha a aparência do indivíduo que ilustra esse post. E, apesar de uma determinada pessoa - que não lê esse blog - não ter entendido porque eu gostei tanto dessa viagem... quer dizer, essa determinada pessoa achou que eu gostei de ser assaltado. Isso prova que minhas amizades aqui em Campo Grande não são exatamente padrões de normalidade.
De qualquer forma, não é exatamente que eu acredite que eu tenha me dado bem (não é naquele sentido, antes que pensam besteira) 3 vezes no show de domingo passado porque eu tenha sido assaltado um dia antes. Claro que eu ter perdido meu celular (que era legal pra caramba), minha CNH, meu cartão de crédito e mais um dinheiro não foi nada legal. Isso é óbvio até mesmo pra quem é louco. E tenho que admitir que eu sinto mais ódio e raiva do que qualquer outra coisa quando eu penso no que aconteceu. Enfim, não é sobre isso que vim postar.
Até pode parecer que eu tenho tomado essa viagem para São Paulo como providencial, mas não foi nada disso. O que aconteceu lá não tem nada relacionado com qualquer outro acontecimento em minha vida. Posso ter dado bobeira, sim (isso é um acontecimento da minha vida), mas não tem outra relação qualquer. E não fico impressionado também com as reações que as pessoas tiveram para com minha pessoa quando do acontecimento do assalto. Eu até agradeço a preocupação que todos tiveram, mas não foi nada impressionante. Se isso tivesse acontecido com algum amigo meu, é claro que eu ficaria preocupado. Principalmente porque eu gosto dos amigos que eu tenho. E isso é uma reação normal das pessoas.
O que me deixou impressionado (além de ouvir uma opinião sobre minha pessoa - opiniões sobre mim são sempre surpreendentes, talvez porque minha visão de mim é diferente da visão de mim das outras pessoas :P) foi a reação de uma única pessoa, que diz ter ficado preocupada, mas acho que acabou fazendo drama em copo d'água. Mas isso também era, de certa forma, esperado. A pessoa é realmente dramática. Mas adianta ficar se esguelando (não é mais 'esgüelando', o trema caiu) por uma coisa que já aconteceu e não tem mais volta? E adianta ficar falando que Fulano disse que você é assim e assim, sendo que Fulano só comentou por comentar?
Cada vez que eu volto de São Paulo, eu gosto mais da cidade. Claro que agora eu vou tomar muito mais cuidado, mas ainda volto pra lá. Só preciso de uma desculpa e uma grana. Se foi mesmo providencial essa viagem, foi por causa do jantar que eu tive com a Iara momentos antes de ser assaltado (Iara, o jantar foi excelente) e pelo show que assisti em companhia de gente legal pra caramba. E esse pessoal legal pra caramba não é só a Mariana, a Isabella e o Alex que saíram daqui de Campo Grande comigo pra assistir o show, mas também a Juliana, a Paola e a Marina, que eu conheci lá no meio do povo enquanto o Los Hermanos estava tocando e me pagaram uma pizza e estão me compelindo a visitar Florianópolis de novo.
Parecendo meio piegas, eu acho que ninguém está destinado a coisa alguma nessa vida. Eu acho que cada um cria o próprio destino (meio Matrix, mas tá valendo). Esse final de semana mesmo, conheci uns amigos de um amigo meu. Um deles é gente boa pra caramba. Dá até pra arranjar uma parceria com esse cara pra uma "noite da humilhação".
E ontem, conheci outro cara gente boa, que diz que já me conhecia, mas eu não tenho vaga lembrança do indivíduo. E não era por causa do sono que eu tinha na hora. Tentei lembrar do cara hoje durante o dia, mas não lembro mesmo. De qualquer forma, foi noite do pôquer na casa desse cara e, logo que eu cheguei, estava tocando The Times, They Are A-Changing, do Bob Dylan, que toca nos créditos de abertura de Watchmen e tem tocado também na minha cabeça já faz uns dias. Dias, não. Semanas.
Pois é. A falta de expectativa e de esperança por alguma coisa interessante pro final de semana em Campo Grande é o que faz essa cidade ser tão desinteressante pra mim.
terça-feira, março 03, 2009
10:35 AM - Fim?
Não vim decretar o fim do meu blog. Mas também não vim dizer que ele está vivo, respirando e brincando no quintal lá fora. Ele está mais para um estado comatoso do que exercendo todas as suas funções vitais. Enfim, ele continua no ar e eu vim aqui postar.
Acho que já falei sobre o fim do mundo vários posts atrás (contando que meu último post foi há 5 meses, faz MUITO tempo). Mas falar sobre o fim do mundo é sempre divertido. Pode parecer meio mórbido, mas é divertido, sim, e não vou mudar minha opinião.
Eu mencionei o fim do mundo só porque eu acabei de ver o trailer do
Exterminador do Futuro: A Salvação. O trailer é massa, bem melhor do que eu esperava quando o filme foi anunciado. Mas também não vou falar sobre isso.
Tive que desconectar no meio do post e sair. Não lembro mais sobre o que eu ia falar.
FIM!
© Watson « 2005 - 2008 » Powered for Blogger by Blogger Templates