
O título desse blog não tem nada a ver com o que eu quero falar. Mas eu acho que, se um dia eu chegar a formar uma banda, esse será o nome da banda.
Enfim, estou aqui para falar sobre crenças. Não exatamente religiosas, mas mais para superticiosas. Acho que, pelo simples fato de não haver uma organização ou reunião para pessoas que possuem o mesmo ponto de vista sobre determinado fato (ou fatos), as supertições não são consideradas religião. E, se algum dia, alguém resolver reunir um grupo de pessoas que acreditam que viram as fumaças do choque dos aviões contra o World Trade Center em 11 de setembro de 2001 formarem um rosto, por exemplo, sem mais além disso, não vai ser criada outra religião.
Uma fonte de material sobre isso que é bastante interessante é um documentário chamado Zeitgeist. Esse documentário faz um paralelo sobre várias religiões e seus pontos similares. Não vou dizer que é pura bobagem ou completamente aceitável porque, para falar a verdade, eu não assisti o vídeo inteiro (tem 2 horas de duração), mas, ainda assim, pretendo assistir um dia desses.
Eu, pessoalmente, não sou religioso. Acredito que possa haver uma força maior do que tudo no Universo, mas não creio que seja exatamente como Deus dos católicos (sou católico de criação) nem que seja uma divindade com partes do corpo igual à de um animal como no Egito antigo. E, se ainda há alguém que não saiba, discutir religião é uma coisa da qual eu gosto muito. Respeito qualquer crença que outras pessoas têm, mas ainda assim eu provoco pra saber quais são as reações.
Pela minha última viagem a São Paulo, se as coisas continuarem assim, é bem capaz que eu tenha a aparência do indivíduo que ilustra esse post. E, apesar de uma determinada pessoa - que não lê esse blog - não ter entendido porque eu gostei tanto dessa viagem... quer dizer, essa determinada pessoa achou que eu gostei de ser assaltado. Isso prova que minhas amizades aqui em Campo Grande não são exatamente padrões de normalidade.
De qualquer forma, não é exatamente que eu acredite que eu tenha me dado bem (não é naquele sentido, antes que pensam besteira) 3 vezes no show de domingo passado porque eu tenha sido assaltado um dia antes. Claro que eu ter perdido meu celular (que era legal pra caramba), minha CNH, meu cartão de crédito e mais um dinheiro não foi nada legal. Isso é óbvio até mesmo pra quem é louco. E tenho que admitir que eu sinto mais ódio e raiva do que qualquer outra coisa quando eu penso no que aconteceu. Enfim, não é sobre isso que vim postar.
Até pode parecer que eu tenho tomado essa viagem para São Paulo como providencial, mas não foi nada disso. O que aconteceu lá não tem nada relacionado com qualquer outro acontecimento em minha vida. Posso ter dado bobeira, sim (isso é um acontecimento da minha vida), mas não tem outra relação qualquer. E não fico impressionado também com as reações que as pessoas tiveram para com minha pessoa quando do acontecimento do assalto. Eu até agradeço a preocupação que todos tiveram, mas não foi nada impressionante. Se isso tivesse acontecido com algum amigo meu, é claro que eu ficaria preocupado. Principalmente porque eu gosto dos amigos que eu tenho. E isso é uma reação normal das pessoas.
O que me deixou impressionado (além de ouvir uma opinião sobre minha pessoa - opiniões sobre mim são sempre surpreendentes, talvez porque minha visão de mim é diferente da visão de mim das outras pessoas :P) foi a reação de uma única pessoa, que diz ter ficado preocupada, mas acho que acabou fazendo drama em copo d'água. Mas isso também era, de certa forma, esperado. A pessoa é realmente dramática. Mas adianta ficar se esguelando (não é mais 'esgüelando', o trema caiu) por uma coisa que já aconteceu e não tem mais volta? E adianta ficar falando que Fulano disse que você é assim e assim, sendo que Fulano só comentou por comentar?
Cada vez que eu volto de São Paulo, eu gosto mais da cidade. Claro que agora eu vou tomar muito mais cuidado, mas ainda volto pra lá. Só preciso de uma desculpa e uma grana. Se foi mesmo providencial essa viagem, foi por causa do jantar que eu tive com a Iara momentos antes de ser assaltado (Iara, o jantar foi excelente) e pelo show que assisti em companhia de gente legal pra caramba. E esse pessoal legal pra caramba não é só a Mariana, a Isabella e o Alex que saíram daqui de Campo Grande comigo pra assistir o show, mas também a Juliana, a Paola e a Marina, que eu conheci lá no meio do povo enquanto o Los Hermanos estava tocando e me pagaram uma pizza e estão me compelindo a visitar Florianópolis de novo.
Parecendo meio piegas, eu acho que ninguém está destinado a coisa alguma nessa vida. Eu acho que cada um cria o próprio destino (meio Matrix, mas tá valendo). Esse final de semana mesmo, conheci uns amigos de um amigo meu. Um deles é gente boa pra caramba. Dá até pra arranjar uma parceria com esse cara pra uma "noite da humilhação".
E ontem, conheci outro cara gente boa, que diz que já me conhecia, mas eu não tenho vaga lembrança do indivíduo. E não era por causa do sono que eu tinha na hora. Tentei lembrar do cara hoje durante o dia, mas não lembro mesmo. De qualquer forma, foi noite do pôquer na casa desse cara e, logo que eu cheguei, estava tocando The Times, They Are A-Changing, do Bob Dylan, que toca nos créditos de abertura de Watchmen e tem tocado também na minha cabeça já faz uns dias. Dias, não. Semanas.
Pois é. A falta de expectativa e de esperança por alguma coisa interessante pro final de semana em Campo Grande é o que faz essa cidade ser tão desinteressante pra mim.
Iara disse...
Bom, eu tinha escrito uma coisa bem legal, mas deu pau na hora de publicar o comentário....
Tinha dito alguma coisa mais ou menos assim:
"Uhuuul!
O jantar foi realmente excelente mesmo, temos que repetir mais vezes, mas SEM o grand finale!
E muda pra cá logo porque Campo Grande não vai muito mais longe, ou talvez até vá, com aquela menina do Big Brother, vão falar de CG na Plyboy!! hahahahahahaha"
