Mas não é sobre isso que eu vim falar. Vim falar sobre outra coisa muito próxima do dia da mentira: histórias!
Faz um tempo que eu quero escrever sobre isso, mas só agora resolvi criar coragem pra escrever. A maior parte dessa "coragem" veio da Wikipedia e de um blog chamado io9, que é de ficção, na maior parte científica.
Acabei de ler na Wikipedia um resumo bem mequetrefe sobre uma série de 4 livros de um escritor que faleceu esse mês chamado Arthur Charles Clarke. Ele foi o autor da série de livros 2001 - Uma Odisséia no Espaço, 2010 - Odisséia no Espaço 2 (cujo filme se chama 2010 - O Ano em que Faremos Contato), 2061 - Odisséia no Espaço 3 e 3001 - A Odisséia Final. Mas não é sobre esses livros que eu li. Eu li sobre a série de livros Rama, que conta a história de uma nave interestelar alienígena de origem desconhecida que passa pelo nosso Sistema Solar "três" vezes. Em aspas porque, na verdade, são três naves muito parecidas que passam pelo mesmo caminho. Parece ser uma história bem interessante pelo fato de mostrar um encontro de uma família humana com outras 2 raças alinígenas (que, por sinal, não são as raças que contruíram a nave).
No io9, eu li sobre livros ou séries de livros cuja história transcorre por milhões ou bilhões ou trilhões de anos. Podem parecer totalmente sem noção os contextos das histórias, mas a maioria delas utiliza eventos inimagináveis (eu não sei nem como as coisas serão daqui a 20 anos, imagina um milhão de anos) ou até fantasiosos (como a história de um livro chamado Star Maker, em que uma consciência sem corpo não-identificada da Terra viaja através do espaço e do tempo, mantém contato telepático (!) com nuvens conscientes (!!) no começo do universo e conheço o "Star Maker" do título, que "o cara" que criou o universo) pra mostrar as reações e os sentimento humanos.
Algumas vezes, eu acho que histórias de terror e de ficção científica têm muito em comum. Ambos exploram os sentimentos humanos básicos, muito mais do que um drama ou uma comédia. Se houvesse um outro ser na Terra (tirando os eventuais alienígenas que visitam nosso planeta...) que pudesse ler histórias de terror e de ficção científica (e entender o que está sendo contado, é claro...), esse ser sentiria muito provavelmente a mesma coisa que um leitor humano, mesmo que seja de uma sociedade completamente diferente.
Nas histórias de terror, principalmente as de fantasmas, seres místicos e coisas do tipo, há sempre alguma coisa que indo atrás do protagonista ou de algo ou alguém de quem ele goste. Há sempre o perigo de se perder algo, seja a sanidade, a vida ou o caderninho de anotações que se tem desde criança. Já na ficção científica, aquilo que oferece perigo é sempre algo maior que a própria vida, que se tenta explicar pela natureza. É algo que não pode ser evitado porque é assim que as coisas têm que acontecer. E é justamente esse sentimento de inevitabilidade que faz as histórias serem interessantes.
Em ambos os estilos de história, medo parece ser o que predomina. É por isso que eu disse que um outro ser de pensamento diferente sentiria a mesma coisa que eu ou vocês lendo essas histórias. O sentimento de sobrevivência é parte essencial de qualquer ser vivo. Um ser só deixa a questão da sobrevivência de lado quando pensa em algo maior do que sua própria vida. É como naqueles filmes em que o mocinho tenta desarmar a bomba no último segundo e consegue de fato fazer isso, mas acaba morrendo afogado ou derretido ou apunhalado ou alvejado e etc...
Entretanto, a ficção científica contém certos elementos que não existem nos filmes de terror, mas sim nos filmes de drama, que é a parte filosofal do ser humano. Nas histórias de ficção científica, depois que o evento que é o centro do filme é individualizado (mas não ainda identificado), enquanto procuram uma solução para poder sobreviver, os humanos filosofam sobre coisas como o sentido da vida, de onde viemos, para onde vamos, etc. Como nos filmes dramáticos, em que a situação é tão ruim que as pessoas passam a maior parte do tempo pensando em como sair daquela situação.
E toda história de ficção científica que se preze tem que ter um pouco de ação. Ou é o cientista louco que atira em alguém inocente ou é uma raça alienígena que quer matar os humanos ou é uma bomba nuclear do tamanho de uma cidade sendo jogada no Sol para ele voltar a brilhar. Mas as histórias que se centram nesses temas geralmente são fadas ao fracasso. Solaris, que pode-se dizer que existe uma pessoa louca que mata outra, é excelente, mas esse fato é só um adendo à história central. É tão "adendo" que eu já assisti o filme 3 vezes e ainda estou querendo saber o por quê disso. Já Sunshine, que conta a história da bomba atômica sendo jogada no Sol, é igualmente excelente e não é pela bomba atômica em si, mas pelo que acontece com os tripulantes da nave que estão levando a bomba nos meses de confinamento no espaço, sem ter para onde ir, olhando e conversando sempre com as mesmas pessoas o dia inteiro. Durante meses. Sem Sol. Sem ter TV para assistir. Sem ter campo para jogar futebol. Sem cerveja.
E existe, enfim, Independece Day. Dos alienígenas maus. Que querem matar os humanos. E são destruídos por um velho americano bêbado. Um velho. Americano. Bêbado. Pilotando um caça! Bem, poderia ser pior. Poderia ter uma continuação.
Pô, já estava esquecendo! Fernanda, a "Fernandinha" do post anterior é você mesma. Me manda o link do seu blog porque, de fato, eu esqueci. Desculpa.
Unknown disse...
ah, q coisa chata, eu fiz um comentario aqui e apagou tudo! Pois entao, ja esqueci tudo q eu falei, vc escreve dificil e eu nao entendo algumas coisas. Mas acho q o layout do blog parece vc de preto, vc nao tah emo nao neh?
Enfim, meu bloger eh: http://fernandaff.blig.ig.com.br/
Mas to sem criatividade, minha alimentacao tah horrivel aqui, so como besteira!
Abracos
e desculpe os erros de digitacao, aqui nao tenho cedilhas, nem acentos...
