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Histeria, psicodelia, e etc.

Tudo o que você sempre quis saber sobre o Watson, mas ele nunca te falou porque não te conhece. 

domingo, junho 07, 2009

9:24 AM - Experiment on terror!

Futebol é uma coisa engraçada e didática. É engraçada porque são um bando de gente, separados em 2 grupos, correndo atrás de uma bola pra levar ao lado oposto do campo. Isso porque eu nem falei nas referências sexuais do jogo, como o fato de a bola ser de couro e o formato fálico das traves. E ainda tem um juiz que fica assistindo tudo como se fosse um voyeur, mas com um pouco mais de participação.

Falei também que o futebol é didático porque tem toda aquela preparação, as táticas, as jogadas, que alguém que realmente gosta de futebol (não gosto tanto assim) poderia falar "Isso é um aprendizado pra vida! O que você aprende no futebol você usa na vida também! Em time que está ganhando não se mexe!", mas tudo isso seria dito, provavelmente numa mesa de bar com todo mundo já pra lá da cerveja.

Mas engraçado mesmo é o futebol do pessoal da Computação da UFMS, que acontece todo sábado. Ninguém ali joga bem. Mas sabem reclamar que é uma beleza. O clima é extremamente tenso. Se você esbarrar em alguém, é bem capaz de ouvir um sermão ali, no meio do jogo. Aí, alguém sempre vai ficar resmungando no canto. É deveras hilário. Só assistindo mesmo pra saber.

Eu só falei do futebol agora porque, na verdade, eu não tinha nada para falar. Ou pelo menos pra relacionar com o que eu ia falar. Meu time está perdendo. Já levei pra treinar em outro estádio e deu certo. Estou achando que o campo daqui não é lá essas coisas. Já me falaram que é bom ter um time aqui, mas está ficando cada vez mais claro que não é viável.

Comandar um time também não é trabalho para uma pessoa só. Além do técnico, é necessário a existência dos auxiliares, um grupo de apoio que dê uma ajuda quando a situação ficar difícil. Ou até mesmo para que as jogadas sejam articuladas da melhor maneira possível, com o objetivo da vitória. Só que, assim como você escolhe cada integrante do seu time, você não pode pegar qualquer pessoa para ser seu auxiliar, porque é bem possível que o auxiliar trabalhe mais em favor do time adversário do que pro seu time.

Outra coisa muito importante é o moral da equipe como um todo. Tanto a parte técnica quanto os jogadores têm que estar com o moral afiado, sem pensamentos negativos. Quando o time for entrar em campo, ele precisa entrar de cabeça erguida, nada de ficar olhando pra chuteira. Principalmente quando se joga fora de casa, porque, além de ter um time que conhece bem o campo, a torcida inteira está contra você. Se chegar achando que não vai ganhar, não ganha mesmo. Agora, se chegar achando que já ganhou, também não vai ajudar. O importante é entrar em campo pensando em fazer o melhor possível, com todos atos friamente calculados.

Depois de toda essa comparação aparentemente sem qualquer sentido, digo que resolvi experimentar umas certas jogadas que não tem muito a ver com o futebol, mas com hóquei. Na verdade, um filme de hóquei chamado "Vale Tudo", de 1977, com o Paul Newman. Esse filme conta a história de um time de hóquei cheio de fracassados que chegou à final do campeonato usando uma tática pouco convencional: antes de jogar de verdade, quando o juiz apitava o início do jogo, cada jogador desse time de fracassados começava a brigar com um jogador do outro time, só pra começar a jogar depois que a briga acabasse. Com o outro time pêgo de surpresa e todo quebrado, o time dos fracassados acabava ganhando o jogo.

Acho que vou fazer isso na balada. Vou bater em uma menina só pra depois dar uma cantada. The horror! The HORROR!

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terça-feira, maio 19, 2009

1:50 PM - E Se... (ou O Que Deu Errado no Mundo?)

Eu já quis escrever isso em algum momento da vida, mas não lembro quando. Mas não hoje. Então, vou postar o que a Luciana Toffolo escreveu pra coluna Poison on the Rocks, do Omelete. O título é original do texto, também.

-*-

E se os amigos e a família do primeiro cara que foi assassinado no mundo não tivessem revidado e sim perdoado o assassino? E se o cara que teve sua propriedade invadida, deixasse ficar, ao preço de um quinhão de trabalho? E se os “criminosos”, por sua vez, tivessem compreendido que tinham feito coisas inaceitáveis e passassem a apregoar justamente o contrário? E se, consequentemente, as duas partes se unissem e convivessem de forma pacífica, fazendo o possível para extrair da natureza apenas o que realmente precisassem para sobreviver, tentando, de maneira inteligente, compensar os danos causados plantando ou criando animais na mesma quantidade que estivessem extraindo? E se, sabendo-se inteligentes o bastante para equilibrar o próprio meio em que viviam, essas pessoas desenvolvessem modos de adquirir mais bem-estar, praticidade e produção de itens básicos simplesmente para seu próprio bem, para que a vida, enquanto durasse, fosse o mais prazerosa possível? E se, assim, todos, bem menos do que somos hoje, tivessem acesso a absolutamente tudo? E se, vivendo da melhor forma possível, todo mundo tivesse tempo, energia e motivação para escrever, compor, filmar, desenhar, fazer arte, ou refletir pura e simplesmente, se assim quisesse? 

Não há uma espécie de ditado que diz que a infância é a melhor parte da vida? E por que precisávamos ir tão longe? 

Engenheiros continuariam úteis, militares não. Administradores continuariam úteis, seguranças não. Artistas continuariam úteis, oportunistas não. Médicos continuariam úteis, planos de saúde não. Colunistas continuariam úteis, fofoqueiros não. Veterinários continuariam úteis, rebanhos criados a torto devastando áreas produtivas não – porque não seríamos tão numerosos, uma vez que já teríamos descoberto que o importante não é ter um sem-número de filhos, mas criar os poucos que tivéssemos da melhor maneira possível. Lembra que eu falei que sobraria tempo para refletir e não para enterrar um monte de queridos mortos à toa e/ou orquestrar planos mirabolantes de retaliação? Que sobraria tempo para planejar, descobrir que o importante é viver - e bem - ao lado de quem a gente ama? E que, inteligentes que fôssemos, seguiríamos sempre o primeiro exemplo, o que não foi movido pela vingança?

Daí você me diria: vaidade é uma característica inata ao ser humano. Busca por poder, materialismo, superioridade – qualquer uma – está conosco desde o momento que botamos o pé no planeta. Eu te perguntaria: será mesmo? Por que não encontro uma fagulha de nada disso em mim e em várias outras pessoas que me cercam? As que parecem ter, a meu ver, travam diariamente uma luta pessoal para se encaixar. Se pensassem um pouquinho mais antes de escolher, seriam bem diferentes. E devolveria a pergunta: e se o tal do mundo não fosse assim? Se a sociedade fosse totalmente diferente? Não é meramente ponto de vista? 

Não estou querendo dar uma da John Lennon, de “Give Peace a Chance” e o escambau, não é isso. Eu só quero saber quem foi que determinou que isto aqui era um ringue gigante de marmanjos no gel se digladiando eternamente para descobrir quem é o mais bem-dotado (mulheres inclusas). Quem foi que disse que era pra ser uma competição sem fim? Ouvi dizer que a ideia era a de que fosse um planetinha habitável, supostamente criado para que pessoas, animais e plantas simplesmente vivessem. Lengalenga hippie idealista? Então alguém me explique por que se criaria um mundo determinado a se escafeder dali um tempo, simples assim? Ainda que não haja ninguém por trás do plano, por que uma espécie se desenvolveria, geraria descendentes e viveria para... nada? Nem uma ameba seria tão estúpida. Se não conseguir, me explique por que diabos a gente sempre seguiu um ponto de vista totalmente míope, o do cara que procurou vingança, poder, autoridade, ser melhor que o outro? Por que não podemos fazer diferente? Porque não caberia a nós, uma vez que nem aqui estaríamos, a verdade é esta. Num mundo planejado de maneira equilibrada, não haveria superpopulação, não haveria reprodução a toque de caixa. Assim sendo, não haveria má qualidade de vida, porque todos estariam em busca do melhor para todos. Não haveria quem tivesse que procurar emprego do outro lado do país porque as metrópoles estão sufocando de gente. Não haveria uns atropelando outros. Não haveria o primeiro no vestibular, o vencedor da dinâmica de grupo, a top model. Não haveria amados indo embora para procurar alternativas longe, tampouco uma necessidade que foge ao bom senso de ter sempre mais. Mas também não haveria saudade, horror à despedida e um bom tanto de sofrimento que hoje temos que enfrentar. Porque todos seríamos poucos. O conceito de "todos" talvez nos excluísse. Eu e você provavelmente não estaríamos aqui. Nem para sentir saudade. Valeria o sacrifício?

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domingo, abril 26, 2009

9:35 AM - Mudanças

Pois então, começo este post ouvindo e corrigindo umas coisas. Estou ouvindo A Love Supreme, que é do John Coltrane (eu não lembrava o nome) e não do Miles Davis, como eu falei no post anterior. Sugestão da Bruna (que, esqueci de mencionar, tem um blog sobre música). E posso dizer que é bom. É bem interessante, diferente daquilo que eu costumo ouvir. Bem diferente, pra falar a verdade. Mas muito bom.

Muito boa também a sugestão da Talita. A trilha de Juno é bem legal. Não é tão diferente do que eu ouço, mas muito boa do mesmo jeito. É bem a cara do filme. Vale a pena ser ouvida.

Não ouvi ainda sua sugestão, Iara, mas pretendo ouvir esse semana ainda. O filme, em compensação, é excelente e até comprei o DVD esses dias. :D

Voltando a outras sugestões, ficou faltando falar de duas sugestões que me deram. Uma foi dada imediatamente logo após eu mandar o post anterior. Foi dado pela Marina (Nina), lá de Curitiba, que eu também conheci no show do Radiohead, junto com a Juliana (Xuh) e a Paola (Lola). Ela me sugeriu uma banda chamada Bon Iver. Nunca tinha ouvido falar neles, nem tinha ouvido uma música deles. Pois então. Baixei e ouvi um álbum que a Nina me sugeriu e posso dizer com toda a convicção que Bon Iver é chato pra caralho. Respeito quem gosta (viu, Nina?), mas eu realmente não gostei. Mesmo. As outras sugestões que ela me passou são infinitamente melhores, só que eu resolvi ouvir Bon Iver porque era a única sugestão que ela me deu e que eu não conhecia.

Em outro dia, depois de muito tentar, consegui falar com a Lola e ela me sugeriu Buena Vista Social Club. Já tinha ouvido falar, mas nunca tinha ouvido as músicas deles. Tudo bem que até agora eu só ouvi uma música deles, e não o álbum completo como eu estou fazendo, mas eu gostei. Vou dar uma ouvida essa semana também. Já tinham me sugerido dar uma ouvida em Buena Vista Social Club, mas eu não dei atenção porque quem me sugeriu anteriormente era uma coroa esquisita que queria me pegar numa balada aqui em CG. Inteligente e culta, mas ainda assim esquisita.

Mudando um pouco de assunto, mudei lá da casa em que eu morava pra um prédio aqui perto do Shopping. As coisas estão bem apertadas por falta de armários, gavetas e prateleiras, mas fora isso, nada além do esperado. Vizinhos mal educados, crianças bagunceiras, regras rígidas, etc. O bom é que agora eu não preciso pagar R$ 3,50 de estacionamento mais combustível pra ir ali pro Shopping.

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terça-feira, março 31, 2009

8:20 PM - Impressões


Pois então. Caros amigos da Rede Blogo, estamos de volta nesse blog esquisito para trazer-lhes mais um pouco de pensamentos aleatórios que ocorrem durante o dia, porque a noite geralmente não dá tempo. Não que o dia seja vazio e calmo, mas dá tempo de pensar naqueles momentos entre uma coisa e outra pra fazer. Enfim, acidentes acontecem.

Não que tenha acontecido um acidente também, mas é que foi uma maneira de passar o assunto para frente.

Já diria o velho profeta ou filósofo ou seja lá o que for e quem seja: "a vida é uma sucessão de pequenos acontecimentos". De fato, os dias de hoje se concentram cada vez mais em acontecimentos pequenos. Um exemplo disso é que todo mundo (quase todo mundo) tem celular e pode ser encontrado em qualquer lugar. Outro exemplo disso são os sites da moda: YouTube e Twitter. Qualquer um pode gravar um vídeo no celular e botar no YouTube para todo mundo ver. Ainda no celular, é só mandar um SMS para um determinado número que a mensagem que você mandou vai aparecer no Twitter e todo mundo vai ler. Pode ser a mensagem mais insignificante do mundo, como "Acabei de pisar numa barata e ela fez um barulho muito estranho".

Por todas essas mudanças que andam acontecendo, até mesmo que não mexe com isso (= quem não publica nada nesses sites) é afetado pela sua existência. Mas não é bem sobre isso que eu queria falar. Quer dizer, eu queria falar sobre eventos pequenos, mas não exatamente sobre eventos pequenos na Internet. Cada vez mais eu ando prestando atenção em detalhes pequenos, como a vaca que me fechou no trânsito ontem ou sobre alguma coisa que tenha mudado na atitude alguém que me fez perceber que tinha alguma coisa de errado com essa pessoa. Não que tenha alguma coisa de errado com alguém que eu conheço, isso foi só um exemplo.

O que eu queria mesmo falar é sobre a sensação que eu tive hoje. Durante o dia todo, até o começo da noite, eu tive a impressão de que o mundo estava clean demais. E isso não é uma sensação boa. Um pouco de sujeira ou bagunça faz bem de vez em quando. Afinal, ninguém fica saudável sem antes ficar doente. É como a relação entre claro-escuro. Não é que todo mundo tenha que ficar doente também e passando, mas...bom, vocês entenderam o que eu quero dizer.

Essa sensação de cleanliness no mundo é muito esquisita. Eu passei o dia inteiro praticamente procurando uma música com uma guitarra ou baixo distorcidos o bastante pra tirar essa sensação e não achei. Aí, então, resolvi apelar: comecei a perguntar pra algumas pessoas quais são os álbuns mais legais que essas pessoas já ouviram na vida. Perguntei pra 2 pessoas só até agora, e é bem provável que acabe nisso mesmo hoje. Amanhão não devo perguntar, mas veremos.

A Talita, que mora aqui em Campo Grande e eu conheço só pelo MSN, uma das meninas mais legais e inteligentes que eu já conheci, me sugeriu a trilha sonora de Juno, aquele filme da menina que engravida do amigo e dá a criança para adoção, que ganhou Oscar e tudo mais. É o que eu estou ouvindo no momento. E é bem interessante. Muito boa essa trilha sonora mesmo.

A Bruna, que mora em Guarulhos, não assistiu as Olimpíadas de Barcelona porque não tinha nascido ainda, meio doida da cabeça, me sugeriu ouvir Buzzcocks (não sugeriu um álbum deles), o que era esperado pelo que eu converso com ela; Miles Davis, que me surpreendeu um pouco, mas não muito, com o álbum A Love Supreme, que não é muito velho; e Coltrane, cujo primeiro nome não lembro agora, que também me surpreendeu. Como ela só mencionou um álbum, o do Miles Davis, é esse que eu estou baixando agora. Acho que vai ser bom também.

A sensação de cleanliness que eu senti durante o dia está voltando agora. Eu ia perguntar sobre álbuns para mais umas 3 pessoas, mas, quando estavam conectadas, eu não tinha pensado nisso ainda. Fica para a próxima. Vou perguntar também pros leitores deste digníssimo blog também, mas vou perguntar pelo MSN mesmo para depois postar quais foram os escolhidos.

Fora isso, a única coisa que eu pensei para passar essa sensação de cleanliness do mundo foi andar descalço na terra ou fazer castelinhos de barro no quintal, mas acabou que eu não fiz nada disso. Foi por isso que eu botei essa imagem, feita pelo grande Dave McKean.

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domingo, março 29, 2009

8:08 PM - Formigas nuas!


O título desse blog não tem nada a ver com o que eu quero falar. Mas eu acho que, se um dia eu chegar a formar uma banda, esse será o nome da banda.

Enfim, estou aqui para falar sobre crenças. Não exatamente religiosas, mas mais para superticiosas. Acho que, pelo simples fato de não haver uma organização ou reunião para pessoas que possuem o mesmo ponto de vista sobre determinado fato (ou fatos), as supertições não são consideradas religião. E, se algum dia, alguém resolver reunir um grupo de pessoas que acreditam que viram as fumaças do choque dos aviões contra o World Trade Center em 11 de setembro de 2001 formarem um rosto, por exemplo, sem mais além disso, não vai ser criada outra religião.

Uma fonte de material sobre isso que é bastante interessante é um documentário chamado Zeitgeist. Esse documentário faz um paralelo sobre várias religiões e seus pontos similares. Não vou dizer que é pura bobagem ou completamente aceitável porque, para falar a verdade, eu não assisti o vídeo inteiro (tem 2 horas de duração), mas, ainda assim, pretendo assistir um dia desses.

Eu, pessoalmente, não sou religioso. Acredito que possa haver uma força maior do que tudo no Universo, mas não creio que seja exatamente como Deus dos católicos (sou católico de criação) nem que seja uma divindade com partes do corpo igual à de um animal como no Egito antigo. E, se ainda há alguém que não saiba, discutir religião é uma coisa da qual eu gosto muito. Respeito qualquer crença que outras pessoas têm, mas ainda assim eu provoco pra saber quais são as reações.

Pela minha última viagem a São Paulo, se as coisas continuarem assim, é bem capaz que eu tenha a aparência do indivíduo que ilustra esse post. E, apesar de uma determinada pessoa - que não lê esse blog - não ter entendido porque eu gostei tanto dessa viagem... quer dizer, essa determinada pessoa achou que eu gostei de ser assaltado. Isso prova que minhas amizades aqui em Campo Grande não são exatamente padrões de normalidade.

De qualquer forma, não é exatamente que eu acredite que eu tenha me dado bem (não é naquele sentido, antes que pensam besteira) 3 vezes no show de domingo passado porque eu tenha sido assaltado um dia antes. Claro que eu ter perdido meu celular (que era legal pra caramba), minha CNH, meu cartão de crédito e mais um dinheiro não foi nada legal. Isso é óbvio até mesmo pra quem é louco. E tenho que admitir que eu sinto mais ódio e raiva do que qualquer outra coisa quando eu penso no que aconteceu. Enfim, não é sobre isso que vim postar.

Até pode parecer que eu tenho tomado essa viagem para São Paulo como providencial, mas não foi nada disso. O que aconteceu lá não tem nada relacionado com qualquer outro acontecimento em minha vida. Posso ter dado bobeira, sim (isso é um acontecimento da minha vida), mas não tem outra relação qualquer. E não fico impressionado também com as reações que as pessoas tiveram para com minha pessoa quando do acontecimento do assalto. Eu até agradeço a preocupação que todos tiveram, mas não foi nada impressionante. Se isso tivesse acontecido com algum amigo meu, é claro que eu ficaria preocupado. Principalmente porque eu gosto dos amigos que eu tenho. E isso é uma reação normal das pessoas.

O que me deixou impressionado (além de ouvir uma opinião sobre minha pessoa - opiniões sobre mim são sempre surpreendentes, talvez porque minha visão de mim é diferente da visão de mim das outras pessoas :P) foi a reação de uma única pessoa, que diz ter ficado preocupada, mas acho que acabou fazendo drama em copo d'água. Mas isso também era, de certa forma, esperado. A pessoa é realmente dramática. Mas adianta ficar se esguelando (não é mais 'esgüelando', o trema caiu) por uma coisa que já aconteceu e não tem mais volta? E adianta ficar falando que Fulano disse que você é assim e assim, sendo que Fulano só comentou por comentar?

Cada vez que eu volto de São Paulo, eu gosto mais da cidade. Claro que agora eu vou tomar muito mais cuidado, mas ainda volto pra lá. Só preciso de uma desculpa e uma grana. Se foi mesmo providencial essa viagem, foi por causa do jantar que eu tive com a Iara momentos antes de ser assaltado (Iara, o jantar foi excelente) e pelo show que assisti em companhia de gente legal pra caramba. E esse pessoal legal pra caramba não é só a Mariana, a Isabella e o Alex que saíram daqui de Campo Grande comigo pra assistir o show, mas também a Juliana, a Paola e a Marina, que eu conheci lá no meio do povo enquanto o Los Hermanos estava tocando e me pagaram uma pizza e estão me compelindo a visitar Florianópolis de novo.

Parecendo meio piegas, eu acho que ninguém está destinado a coisa alguma nessa vida. Eu acho que cada um cria o próprio destino (meio Matrix, mas tá valendo). Esse final de semana mesmo, conheci uns amigos de um amigo meu. Um deles é gente boa pra caramba. Dá até pra arranjar uma parceria com esse cara pra uma "noite da humilhação".

E ontem, conheci outro cara gente boa, que diz que já me conhecia, mas eu não tenho vaga lembrança do indivíduo. E não era por causa do sono que eu tinha na hora. Tentei lembrar do cara hoje durante o dia, mas não lembro mesmo. De qualquer forma, foi noite do pôquer na casa desse cara e, logo que eu cheguei, estava tocando The Times, They Are A-Changing, do Bob Dylan, que toca nos créditos de abertura de Watchmen e tem tocado também na minha cabeça já faz uns dias. Dias, não. Semanas.

Pois é. A falta de expectativa e de esperança por alguma coisa interessante pro final de semana em Campo Grande é o que faz essa cidade ser tão desinteressante pra mim.

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terça-feira, março 03, 2009

10:35 AM - Fim?

Não vim decretar o fim do meu blog. Mas também não vim dizer que ele está vivo, respirando e brincando no quintal lá fora. Ele está mais para um estado comatoso do que exercendo todas as suas funções vitais. Enfim, ele continua no ar e eu vim aqui postar.

Acho que já falei sobre o fim do mundo vários posts atrás (contando que meu último post foi há 5 meses, faz MUITO tempo). Mas falar sobre o fim do mundo é sempre divertido. Pode parecer meio mórbido, mas é divertido, sim, e não vou mudar minha opinião.

Eu mencionei o fim do mundo só porque eu acabei de ver o trailer do Exterminador do Futuro: A Salvação. O trailer é massa, bem melhor do que eu esperava quando o filme foi anunciado. Mas também não vou falar sobre isso.

Tive que desconectar no meio do post e sair. Não lembro mais sobre o que eu ia falar.

FIM!

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quinta-feira, outubro 09, 2008

6:57 PM - Zen?

Eu andei pensando (no pouco tempo que tive pra pensar) essa semana sobre o que anda acontecendo. Porque eu não sei mais o que anda acontecendo. Não que eu tenha me alienado, mas é que eu simplesmente não tive tempo essa semana. E provavelmente não terei semana que vem também.

Mas sobre o que eu andei pensando. Acho que o mundo vai acabar em breve. E toda aquela besteira de vida pós-morte ou o que haverá depois do fim é tudo meio esquisito. A consciência, por si só, é uma coisa esquisita. O fato de que cada um está aqui nesse planeta, pensando sobre as coisas que existem aqui ou sobre coisas que não existem ou que talvez possam existir fora daqui, é uma coisa totalmente aleatória.

Talvez eu esteja ouvindo muito The Mars Volta e vendo muita coisa sobre ficção científica quando eu tenho tempo, mas eu acho que tudo o que se faz aqui não vai sair daqui. Parecido com Las Vegas ("What happens in Vegas, stays in Vegas."), mas, se você parar para pensar, o que se leva daqui quando morrer? Pense de novo no que vai sobrar se o mundo acabar. Vai que, um dia, alguma entidade superhumana olhe pro nosso planeta e diga: "Essa bola inútil tá no meu caminho", e decida acabar com a Terra?

Então, adianta dizer que cada pessoa tem um caminho na vida, um destino a seguir, ou o que seja? Adianta ficar esperando por alguma coisa maior acontecer?

Mais importante ainda: será que o dinheiro que eu tenho guardado debaixo do colchão vai servir pra alguma coisa com a depressão econômica?

Outra pergunta, mais importante e fundamental: cadê meus remédios? :P

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