Eu andei pensando muito sobre o conceito de liberdade nesses últimos dias. É uma questão extremamente filosófica, mas que vale a pena ser comentada. Afinal, diz respeito a todo mundo. Eu, você, aquele cara que você odeia, um monte de gente que você não conhece, etc. Por isso mesmo, há vários pontos de vista, o que transforma isso numa discussão filosofal.
Vamos começar pela parte mais simples, claro: a tal definição de liberdade. "Liberdade" vem do latim liber, que quer dizer, obviamente, livre. Só que a liberdade de uns não é a mesma liberdade de outros. Vejam bem, uma pessoa que não tem emprego, vive por aí sem fazer nada, não tem responsabilidades nenhuma, é livre no sentido dele. Afinal, não ter que responder a ninguém é uma liberdade que poucos têm. Mas, pelo ponto de vista daquele cara que trabalha, acorda cedo todos os dias, cumprimenta o chefe quando chega ao serviço e ganha uma renda no fim do mês para poder gastar no que quiser, a liberdade não é a mesma daquele primeiro. Isso porque, como todo mundo sabe, o mundo é capitalista e, sem dinheiro, coisa que o primeiro não tem, não se pode fazer muita coisa.
Outra forma de liberdade é em relação a atitudes. Mas isso é uma área mais familiar pra mim, porque mexe com direito. Apesar de algumas religiões pregarem que não se deve matar outras pessoas e não se deve se matar (coisa que, pra mim, é a mais estúpida que uma pessoa pode fazer), qualquer pessoa pode brigar com outra e acabar matando. Como um professor meu falava, algumas mortes são por motivos extremamente fúteis. Mas isso não impede uma pessoa de matar outra. O que impede é a consciência. Nem mesmo a sociedade impede. Se alguém se irritar com uma pessoa e quiser matar, que mate. Ninguém é proibido de fazer. Mas haverá conseqüências. Essa é a "proibição" que uma pessoa tem. Serve também como proibição o que as outras pessoas vão pensar dela. Se roubar, vão chamá-la de ladrão; se matar, vão chamá-la de assassino; e assim por diante. Mas isso não tira a liberdade da pessoa de praticar tal ato.
Seguindo o mesmo raciocínio, há liberdade também quanto às outras pessoas. Atualmente, a regra de convivência entre as pessoas é a da individualidade. Cada pessoa existe para si mesmo. Por mais óbvio que isso seja, chega a ser triste e engraçado o que acontece por aí. Aparecem notícios de parentes que brigam entre si por causa de coisas pequenas, amigos que matam uns aos outros, e assim por diante. Agora, imaginem o que as pessoas fazem com aqueles de quem elas não gostem ou aqueles que elas não conheçam. Como é de se esperar, há guerra. Há liberdade para fazer guerra. E há liberdade para "sobrevivência", fazer de tudo para continuar vivo ou continuar bem. Mesmo que não seja numa guerra.
Ah...chega. Eu vou para com esse post. Comecei a escrever há mais de uma hora, saí para jantar e agora preciso ir ao banheiro. Vou aproveitar essa liberdade enquanto eu ainda tenho. E o outro motivo para eu ter postado é para informar que o "Love Art or Art Love?" passou dessa para melhor por falta de postagens. Quem sabe, um dia, seja remontado, com outro nome, e outros posts...
disse...
eu gosto qdo vc começa a filosofar das coisas da vida e vc acaba do anda assim, de uma hora pra outra o assunto hehehe...
a nossa liberdade é o que nos prende, já dizia alguém q eu não lembro o nome... seria musica? O.o
bom, não sei...
la vie la vie...
bjo bjo
disse...
eitaporra!!!
ressucitou!! hehehe
e ressucitou com inspirações filósofas!
vai lá no meu que eu tbm ando postando "a beça"
